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segunda-feira, 26 de maio de 2014

ORIGEM DO VOLEIBOL NAS OLIMPIADAS

Origens

O voleibol foi jogado pela primeira vez nos Jogos Olímpicos em 1924, como parte de um evento especial onde foram apresentados esportes americanos. Apenas após a Segunda Guerra Mundial, todavia, começou-se a considerar a possibilidade de adicioná-lo ao programa das Olimpíadas, sob a pressão da recém-formada Federação Internacional (1947) e algumas das confederações continentais. Para angariar apoio para esta proposta, foi organizado em 1957 um torneio-exibição durante a 53a sessão do COI em Sófia, Bulgária. A competição foi um sucesso, e o esporte foi oficialmente introduzido em 1964.
O torneio olímpico de voleibol era originalmente uma competição bastante simples, com formato semelhante ao que é empregado até hoje na Copa do Mundo: cada time disputava uma partida contra todos e o vencedor era aquele com maior número de vitórias ou, em caso de empate, um maior set average ou point average. A principal desvantagem deste sistema - usualmente denominado confronto direto ou round-robin - é que os vencedores podiam ser determinados antes do final da competição, o que fazia o público perder o interesse nos jogos remanescentes.
Para resolver este problema, a competição foi dividida em duas fases: uma "rodada final" foi introduzida, com quartas-de-final, semifinais e finais. Desde sua criação em 1972, este novo sistema tornou-se o padrão para os Jogos Olímpicos e passou a ser usado em outros esportes, no chamado "formato olímpico"
O número de times disputando os jogos também cresceu em ritmo constante desde 1964. Desde 1996, 12 equipes tem participado do torneio, tanto no masculino e no feminino. Cada uma das confederações continentais de voleibol é representada por no mínimo uma equipe nas Olimpíadas.
BrasilJapão e União Soviética são as únicas nações que conquistaram o ouro tanto no masculino quanto no feminino. O Brasil ainda é o único país que possui o ouro tanto no voleibol masculino e feminino de quadra quanto no voleibol masculino e feminino de praia.

VOLEIBOL HISTÓRIA

História do Voleibol


O vôlei foi criado em 1895, pelo americano William G. Morgan, então diretor de educação física da Associação Cristã de Moços (ACM) na cidade de Holyoke, em Massachusetts, nos Estados Unidos. O primeiro nome deste esporte que viria se tornar um dos maiores do mundo foi mintonette.

Naquela época, o esporte da moda era o basquetebol, criado apenas quatro anos antes, mas que tivera um rápida difusão. Era, no entanto, um jogo muito cansativo para pessoas de idade. Por sugestão do pastor Lawrence Rinder, Morgan idealizou um jogo menos fatigante para os associados mais velhos da ACM e colocou uma rede semelhante à de tênis, a uma altura de 1,98 metros, sobre a qual uma câmara de bola de basquete era batida, surgindo assim o jogo de vôlei.

A primeira bola usada era muito pesada e, por isso, Morgan solicitou à firma A.G. Spalding & Brothers a fabricação de uma bola para o referido esporte. No início, o mintonette ficou restrito à cidade de Holyoke e ao ginásio onde Morgan era diretor. Um ano mais tarde, numa conferência no Springfield's College, entre diretores de educação física dos EUA, duas equipes de Holyoke fizeram uma demonstração e assim o jogo começou a se difundir por Springfield e outras cidades de Massachussetts e Nova Inglaterra.

Em Springfield, o Dr. A.T. Halstead sugeriu que o seu nome fosse trocado para volley ball, tendo em vista que a idéia básica do jogo era jogar a bola de um lado para outro, por sobre a rede, com as mãos.

Em 1896, foi publicado o primeiro artigo sobre o volley ball, escrito por J.Y. Cameron na edição do "Physical Education" na cidade de Búfalo, Nova Iorque. Este artigo trazia um pequeno resumo sobre o jogo e de suas regras de maneira geral. No ano seguinte, estas regras foram incluídas oficialmente no primeiro handbook oficial da Liga Atlética da Associação Cristã de Moços da América do Norte.

A primeira quadra de Voleibol tinha as seguintes medidas: 15,24m de comprimento por 7,62m de largura. A rede tinha a largura de 0,61m. O comprimento era de 8,235m, sendo a altura de 1,98m (do chão ao bordo superior). A bola era feita de uma câmara de borracha coberta de couro ou lona de cor clara e tinha por circunferência de 63,7 a 68,6 cm e seu peso era de 252 a 336g.

O volley ball foi rapidamente ganhando novos adeptos, crescendo vertiginosamente no cenário mundial ao decorrer dos anos. Em 1900, o esporte chegou ao Canadá (primeiro país fora dos Estados Unidos), sendo posteriormente desenvolvido em outros países, como na China, Japão (1908), Filipinas (1910), México entre outros países europeus, asiáticos, africanos e sul americanos.

Na América do Sul, o primeiro país a conhecer o volley ball foi o Peru, em 1910, através de uma missão governamental que tinha a finalidade de organizar a educação primária do país.

O primeiro campeonato sul-americano foi patrocinado pela Confederação Brasileira de Desportos (CBD), com o apoio da Federação Carioca de Volley Ball e aconteceu no ginásio do Fluminense, no Rio, entre 12 e 22 de setembro de 1951, sendo campeão o Brasil, no masculino e no feminino.

A Federação Internacional de Volley Ball (FIVB) foi fundada em 20 de abril de 1947, em Paris, sendo seu primeiro presidente o francês Paul Libaud e tendo como fundadores os seguintes países: Brasil, Egito, França, Holanda, Hungria, Itália, Polônia, Portugal, Romênia, Tchecoslováquia, Iugoslávia, Estados Unidos e Uruguai.

O primeiro campeonato mundial foi disputado em Praga, na Tchecoslováquia, em 1949, vencido pela Rússia.

Em setembro de 1962, no Congresso de Sofia, o volley ball foi admitido como esporte olímpico e a sua primeira disputa foi na Olimpíada de Tóquio, em 1964, com a presença de 10 países no masculino - Japão, Romênia, Rússia, Tchecoslováquia, Bulgária, Hungria, Holanda, Estados Unidos, Coréia do Sul e Brasil. O primeiro campeão olímpico de volley ball masculino foi a Rússia; a Tchecoslováquia foi a vice e a medalha de bronze ficou com o Japão.

No feminino, o campeão foi o Japão, ficando a Rússia em segundo e a Polônia em terceiro.

O criador do volley ball, Willian Morgan, conhecido pelo apelido de "armário", devido ao seu porte físico, morreu em 27 de dezembro de 1942, aos 72 anos de idade.

FONTE: http://www.fpv.com.br/historia_volleyball.asp

VOLEIBOL REGRA 7.4 AS POSIÇÕES, 7.5 FALTAS DE POSIÇÕES E 7.6 ROTAÇÃO

7.4 POSIÇÕES

No momento em que a bola é golpeada pelo sacador, cada jogador, exceto o
sacador, deverá estar posicionado dentro de sua quadra, conforme a ordem de
rotação.
7.4.1 As posições dos jogadores em quadra são numeradas da seguinte forma:
7.4.1.1 Três jogadores ao longo da extensão da rede formam a linha de frente e ocupam
as posições 4 (frente-esquerda), 3 (frente central) e 2 (frente-direita);
7.4.1.2 Os três restantes formam a linha de trás, ocupando as posições 5 (traseira
esquerda), 6(traseira central) e 1 (traseira direita).
7.4.2 Posição relativa entre jogadores:
7.4.2.1 cada jogador da linha de trás deve estar posicionado mais afastado da linha
central do que seu jogador correspondente da linha de frente.
7.4.2.2 os jogadores da linha de frente e os da linha de trás, respectivamente, devem
estar posicionados lateralmente conforme a ordem indicada na Regra 7.4.1.
7.4.3 As posições dos jogadores são determinadas e controladas conforme a posição
do contato de seus pés com o solo da seguinte forma:
7.4.3.1 Cada jogador da linha de frente deve ter ao menos parte de seu pé mais próximo
à linha central que os pés do jogador correspondente da linha de trás;
7.4.3.2 Cada jogador à direita ou esquerda das linhas de frente e de trás deve ter ao
menos parte de seu pé mais próximo da linha lateral direita ou esquerda que os
pés do jogador central naquela linha.
7.4.4 Após o golpe do saque, os jogadores poderão se mover livremente dentro de sua
quadra assim como na zona livre.

7.5 FALTAS DE POSIÇÃO

7.5.1 Uma equipe comete uma falta de posição se um jogador não ocupa sua posição
correta no momento em que a bola é golpeada pelo sacador. Também se
caracteriza como falta de posição a situação em que um jogador adentra a quadra
através de uma substituição ilegal.
7.5.2 Se o sacador comete uma falta no momento do golpe do saque, esta se sobrepõe
à falta de posição.
7.5.3 Se o saque tornar-se faltoso após o golpe do sacador, a falta de posição se
sobrepõe àquela.
7.5.4 Uma falta de posição acarreta as seguintes consequências:
7.5.4.1 A equipe faltosa é sancionada com um ponto e a equipe adversária terá o direito
ao próximo saque;
7.5.4.2 O posicionamento dos jogadores da equipe faltosa deverá ser retificado.

7.6 ROTAÇÃO

7.6.1 A ordem de rotação é determinada pela formação inicial da equipe e controlada
através da ordem de saque e posição dos jogadores durante todo o set.
7.6.2 Quando a equipe receptora ganha o direito de sacar, os jogadores avançam uma
posição no sentido dos ponteiros do relógio: jogador na posição 2 avança para a
posição 1 para sacar, jogador da 1 retorna para a posição 6, assim por diante.

FONTE: http://atletanaescola.mec.gov.br/anexos/voleibol/REGRASOFICIAIS.pdf

ATLETISMO REGRA 183 (1.Á 5) SALTO COM VARA E REGRA 185.1 (A,B,C,D,E,F) SALTO EM DISTÂNCIA

REGRA 183

SALTO COM VARA

A Competição

1. Os atletas podem ter a barra movida somente na direção da área de queda, de maneira que a borda da barra mais próxima ao atleta possa ser posicionada em qualquer ponto a partir da parte superior do encaixe (ponto 0) até 80cm na direção da área de queda.
Um atleta informará ao Árbitro responsável, antes do início da prova, a posição que deseja para a barra na sua primeira tentativa e essa posição será registrada.
Se posteriormente o atleta quiser fazer quaisquer alterações, ele deverá informar imediatamente ao Árbitro responsável antes de a barra ter sido fixada de acordo com seu pedido inicial. Caso isso não seja feito, será iniciada a contagem do tempo limite.

2. Um atleta falha se:
(a) após o salto, a barra não permanece nos suportes devido à ação do atleta durante o salto; ou
(b) ele tocar o solo, inclusive a área de queda além do plano vertical passando pela parte superior do encaixe até a parte posterior final do encaixe com qualquer parte de seu corpo ou com a vara, sem primeiro ultrapassar a barra; ou
(c) após deixar o solo, colocar a mão mais baixa acima da mais alta ou mover a mão de cima para um ponto mais alto na vara.
(d) durante o salto um atleta move ou recoloca a barra com sua(s) mão(s).
Nota (i): Não é falha se um atleta corre por fora das linhas brancas que delimitam o corredor de saltos em qualquer ponto.
Nota (ii): Não é considerado falha se a vara toca o colchão durante uma tentativa, após ter sido devidamente apoiada no encaixe.

3. É permitido aos atletas, durante a competição, colocar substâncias em suas mãos ou na vara, de modo a obter uma melhor pegada.

4. Após o atleta ter soltado a vara, a ninguém, incluindo o atleta, será permitido tocar a vara, a não ser que ela esteja caindo para fora da barra ou postes. Se ela for tocada, entretanto, e o Árbitro Geral for de opinião que, não fora pela intervenção, a barra seria derrubada, o salto será considerado falho.

5. Se, ao efetuar uma tentativa, a vara do atleta quebrar, isso não será considerado como um salto falho e uma nova tentativa deve ser concedida ao saltador.

REGRA 185

SALTO EM DISTÂNCIA

A Competição
1. Um atleta falha se:
[a] ao dar impulsão ele toca o solo além da linha de impulsão com qualquer parte de seu corpo, quer passe correndo sem saltar quer no ato de saltar; ou
[b] der impulso fora da tábua de impulsão tanto fora quanto no final da tábua à frente ou atrás da extensão da linha de impulsão; ou
[c] ele emprega qualquer forma de salto mortal enquanto estiver correndo ou no ato de saltar; ou
[d] após a impulsão, mas antes do primeiro contato com a área de queda, ele toca o corredor ou o solo fora do corredor ou fora da área de queda; ou
[e] no curso da aterrissagem, ele toca o solo fora da área de queda próximo à linha de impulsão do que a marca mais próxima feita na areia; ou
[f] quando ele deixar a área de queda, o seu primeiro contato dos pés com o solo fora da área de queda é mais próximo à linha de impulsão do que a marca mais próxima feita na areia ao cair, incluindo qualquer marca feita ao desequilibrar-se durante a queda que é completamente dentro da área de queda mas mais próximo da linha de impulsão do que a marca inicial feita ao cair.

ATLEISMO SALTO EM ALTURA REGRA 182 Á 182.10

REGRA 182

SALTO EM ALTURA

A Competição
1. O atleta deve impulsionar-se em um só pé.
2. O atleta falha se:
(a) Após o salto, a barra não permanecer nos suportes devido a ação do atleta enquanto salta, ou
(b) ele tocar o solo, incluindo a área de queda além da borda mais próxima do plano dos postes, dentro ou fora deles com qualquer parte do seu corpo, sem ter ultrapassado a barra primeiro. Entretanto, se quando ele saltar, o atleta tocar a área de queda com seu pé e, na opinião do árbitro, nenhuma vantagem foi obtida, o salto não será considerado falho por aquela razão.

Aparelhos
6. Postes. Podem ser usados quaisquer tipos de postes desde que sejam rígidos.
Eles deverão ter suportes para a barra firmemente fixados a eles.
Deverão ter altura suficiente para exceder a altura atual em que a barra está elevada em, pelo menos 10 cm.
A distância entre os postes não deverá ser menor que 4,00m nem maior que 4,04m.
7. Os postes não deverão ser removidos durante a competição, a menos que o Árbitro Geral considere que as áreas de impulsão e queda estejam impraticáveis.

Área de Queda
10. A área de queda deverá medir não menos que 5m x 3m atrás do plano vertical da barra. É recomendado que a área de queda seja no mínimo de 6m x 4m x 0,7m.
Nota: Os postes e a área de queda deverão ser projetados de modo que haja um espaço entre eles de, pelo menos 10cm quando em uso, para evitar o deslocamento da barra caso haja um contato da área de queda com os postes pelo movimento daquela.

EXISTEM 4 TIPOS DE SALTO ( SALTO EM ALTURA, SALTO COM VARA, SALTO TRIPLO E SALTO EM DISTÂNCIA)

FONTE: LIVRO ATLETISMO REGRAS OFICIAIS DE COMPETIÇÃO

VOLEIBOL REGRAS DE 1 Á 6.2

1 ÁREA DE JOGO
A área de jogo compreende a quadra de jogo e a zona livre. Deverá ser retangular e
simétrica.
1.1, D1a, D1b
1.1 DIMENSÕES D2
A quadra de jogo é um retângulo medindo 18 metros x 9 metros, circundada por uma
zona livre de, no mínimo, 3 metros de largura em todos os lados.
O espaço livre de jogo é o espaço sobre a área de jogo desprovido de qualquer
obstáculo. O espaço livre de jogo deve medir, no mínimo, 7 metros a partir da
superfície de jogo.
Para as Competições Mundiais e Oficiais da FIVB, a zona livre deve medir, no
mínimo, 5 metros a partir das linhas laterais e 8 metros a partir das linhas de
fundo. O espaço livre de jogo deve medir, no mínimo, 12,5 metros de altura a
partir da superfície de jogo.

1.3 LINHAS DE MARCAÇÃO DA QUADRA D2
1.3.1 Todas as linhas possuem a largura de 5 centímetros. Devem possuir cor clara,
diferente da cor do piso da quadra e de quaisquer outras linhas.
1.2.2
1.3.2 Linhas de delimitação da quadra de jogo.
Duas linhas laterais e duas linhas de fundo delimitam a quadra. As linhas de fundo e
as laterais estão inseridas na dimensão da quadra.
1.1
1.3.3 Linha central
O eixo da linha central divide a quadra de jogo em duas quadras iguais medindo
9 metros x 9 metros cada uma. Entretanto, a largura da linha central pertence a
ambas as quadras. Esta linha estende-se sob a rede, de uma linha lateral até a
outra.
1.3.4 Linha de ataque
Em cada quadra há uma linha de ataque, cuja extremidade posterior é desenhada a
3 metros de distância a partir do eixo da linha central, marcando a zona de frente.

2 REDE E POSTES

2.1 ALTURA DA REDE
2.1.1 A rede é colocada verticalmente sobre a linha central. Sua parte superior é ajustada
a 2,43 metros do solo para os homens e 2,24 metros para as mulheres.
2.1.2 Sua altura é medida a partir centro da quadra de jogo. A altura da rede sobre as
linhas laterais deve ser exatamente a mesma, não excedendo a altura regulamentar
em mais de 2 centímetros.

4 EQUIPES

4.1 COMPOSIÇÃO DAS EQUIPES
4.1.1 Para uma partida, a equipe pode ser composta por até 12 jogadores além de:
• Comissão Técnica: um técnico e até dois assistentes técnicos;
• Corpo médico: um fisioterapeuta e um médico
Somente aqueles relacionados na súmula do jogo podem entrar na área de competi-
ção e na área de controle, assim como participar do aquecimento oficial e da partida.
Para competições FIVB, o médico e o fisioterapeuta devem ser credenciados
anteriormente pela própria FIVB.

4.1.2 Um dos jogadores, exceto o Líbero, é o capitão da equipe e será indicado na súmula
do jogo.
4.1.3 Somente os jogadores registrados na súmula do jogo poderão entrar em quadra e
participar da partida. Não serão admitidas alterações na relação de jogadores,
comissão técnica e corpo médico após a assinatura da súmula por parte do técnico e
do capitão da equipe.

6.2 PARA VENCER UM SET 

Vencerá um set, exceto o 5º set, por seu caráter decisivo, a equipe que primeiro 
alcançar a marca de 25 pontos, com uma diferença mínima de 2 pontos. Em caso 
de empate em 24 x 24, o jogo continua até que a diferença de dois pontos seja 
atingida (26 x 24, 27 x 25; ...).

http://atletanaescola.mec.gov.br/

quarta-feira, 21 de maio de 2014

ATLETISMO REGRA 181 A SALTOS VERTICAIS

A. SALTOS VERTICAIS

REGRA 181


CONDIÇÕES GERAIS


1. Antes do início da competição, o Árbitro Chefe anunciará aos atletas a altura inicial e as subseqüentes para as quais a barra será elevada ao fim de cada fase até que haja somente um atleta ainda competindo que tenha vencido a prova ou haja um empate para primeiro lugar.


Tentativas


2. Um atleta pode começar a saltar em qualquer altura previamente anunciada pelo Árbitro Chefe e pode saltar, à sua escolha, em qualquer altura subseqüente. Três falhas consecutivas, independentemente da altura na qual tais falhas ocorreram, desclassificam o competidor para outros saltos, exceto no caso de um empate no primeiro lugar.

O efeito desta Regra é que um atleta pode rejeitar sua segunda ou terceira tentativa em uma particular altura (após falhar pela primeira ou segunda vez) e ainda saltar em uma altura subseqüente.
Se um atleta rejeita uma tentativa em uma certa altura, ele não pode saltar qualquer tentativa subseqüente naquela altura, exceto no caso de empate no primeiro lugar.
No caso do Salto em Altura e Salto com Vara, se um atleta não se apresentar quando todos os demais que estão presentes tenham terminado de competir, o Árbitro geral julgará que tal atleta(s) abandonou a competição, uma vez que o período para uma nova tentativa já se expirou.
3. Mesmo após todos os outros atletas terem falhado, um atleta tem o direito de continuar saltando até que tenha perdido esse direito de continuar competindo.
4. A menos que reste somente um atleta e que ele tenha vencido a competição:
(a) a barra nunca será elevada em menos de 2cm no Salto em Altura e 5cm no Salto com Vara, após cada fase; e
(b) nunca deverá se aumentada a medida pela qual a barra está sendo elevada.
Esta Regra 181.4 (a) e (b) não será aplicada uma vez que os atletas que ainda estejam competindo concordem em elevar a barra diretamente à altura de um Recorde Mundial.
Após um atleta ter vencido a competição, a altura ou alturas para a qual a barra será elevada deve ser decidida pelo atleta, após consulta com o Árbitro ou Árbitro Geral.
Nota: Isto não se aplica em Competições de Provas Combinadas.
Nas Competições de Provas Combinadas realizadas sob a Regra 1.1 (a), (b) , (c) e (f) , cada elevação da barra será uniformemente de 3cm no Salto em Altura e de 10cm no Salto com Vara durante toda a competição.
Medidas
5. Todas as medidas devem ser feitas em centímetros redondos perpendicularmente do piso à parte mais baixa do lado superior da barra.
6. Qualquer medida de uma nova altura deve ser feita antes dos atletas iniciarem suas tentativas em tal altura. Em todos os casos de recordes, os Árbitros devem verificar a medida quando a barra é colocada na altura do recorde e eles devem checar novamente a medida antes de cada tentativa subseqüente se a barra for tocada desde a última medição.

Barra Transversal


7. A barra transversal deve ser feita de fibra de vidro, ou outro material apropriado que não seja metal, circular na seção transversal, exceto nas extremidades. O comprimento total da barra transversal será de 4,00m ( 2cm) no Salto em Altura e 4,50m ( 2cm) no Salto com Vara. O peso máximo da barra será de 2kg no Salto em Altura e 2,25kg no Salto com Vara. O diâmetro da parte circular da barra será de 30mm ( 1mm).A barra transversal consistirá de três partes - a barra circular e duas peças nas extremidades, cada uma medindo 30-35mm de largura e 15-20cm de comprimento com o objetivo de apoiar nos suportes dos postes.

Estas extremidades devem ser circulares ou semicirculares com superfície achatada definida claramente na qual a barra se apóia no suporte da barra transversal. Esta superfície achatada não pode ser mais alta que o centro da seção vertical da barra transversal. Elas devem ser duras e lisas.
Elas não devem ser cobertas com borracha ou qualquer outro material que tenha o efeito de aumentar o atrito entre elas e os suportes.
A barra transversal não deverá ter nenhuma inclinação e, quando estiver em seu lugar, poderá vergar um máximo de 2cm no Salto em Altura e 3cm no Salto com Vara.
Controle de Elasticidade: Pendure um peso de 3kg no centro da barra transversal quando estiver em sua posição. Ela deve vergar um máximo de 7 cm no Salto em Altura e 11cm no Salto com Vara.
Colocações
8. Se dois ou mais atletas ultrapassarem a mesma altura final o procedimento para decidir as colocações serão os seguintes:
(a) O atleta com o número menor de saltos na altura onde ocorrer o empate será considerado o de melhor colocação.
(b) Se os atletas permanecerem na posição, após a aplicação da Regra 181.8(a), o atleta com o menor número total de saltos falhos em toda a prova até e incluindo a última altura ultrapassada será considerado o de melhor colocação.
(c) Se os atletas ainda estiverem empatados após a aplicação da Regra 181.8(b), o atleta em questão será considerado a mesma posição a menos que seja relativo ao primeiro lugar;
(d) Se relativo ao primeiro lugar um salto extra entre estes atletas será conduzido de acordo com a Regra 181.9, a menos que decidido de outro modo, tanto antecipadamente de acordo com os Regulamentos Técnicos aplicados à competição ou durante a mesma, mas antes do início da competição pelo Delegado Técnico ou Árbitro Geral se nenhum Delegado Técnico tiver sido indicado. Se nenhum salto extra for realizado, incluindo quando os atletas pertinentes em qualquer fase decidirem não saltar mais, o empate para o primeiro lugar permanecerá.
Nota: Esta Regra (d) não se aplicará a Provas Combinadas.

Forças Externas


9. Quando estiver claro que a barra foi deslocada por uma força não associada ao atleta (por exemplo: uma rajada de vento):

(a) se tal deslocamento ocorrer após o atleta ultrapassar claramente sem tocar a barra, então a tentativa deve ser considerada válida, ou
(b) se tal deslocamento ocorrer sob quaisquer outras circunstâncias, uma nova tentativa será concedida.

FUNDAMENTOS TÉCNICOS DO VOLEIBOL

FUNDAMENTOS TÉCNICOS DO VOLEIBOL

Definem-se fundamentos como sendo as partes que, quando somadas compõem o jogo como um todo. Os fundamentos técnicos do jogo são: o saque, a recepção, o levantamento, o ataque, o bloqueio e a defesa (RIBEIRO, 2004). 


De acordo com a sua dependência ou não do adversário, podem ser classificados como princípios ofensivos, que são os que podem resultar em ponto (saque, levantamento, ataque); e princípios defensivos, que não resultam em ponto direto (recepção, defesa) (RIBEIRO, 2004). O bloqueio, por suas particularidades pode ser considerado um princípio tanto ofensivo, quanto defensivo. 


Além dos fundamentos, nós temos os chamados elementos, que são recursos técnicos utilizados para a execução dos fundamentos. Nesta categoria temos as posturas básicas ou posições de expectativa, deslocamentos, toque e manchete, além de outros menos utilizados.


Os fundamentos e elementos caracterizam o voleibol. Quanto melhor for a técnica de execução de ambos, maior será o nível de proficiência na modalidade do praticante.


Descrição dos fundamentos:


Saque


Uma das principais características do saque é o fato de ser a única ação do jogo que depende somente do executor. O saque é a primeira ação do rally. Portanto, o executor pode planejar com antecedência todo o movimento, diferentemente das demais situações de jogo. Desta forma, O saque é a única habilidade motora fechada do voleibol (ZACARON e KREBS, 2006).


Quando o voleibol foi criado, o objetivo do saque era eminentemente colocar a bola em jogo. Com a evolução do desporto, passou a ser uma forma de dificultar as ações do adversário e, até mesmo, um meio de conseguir o ponto em disputa diretamente (RIBEIRO, 2004).


Um bom saque se caracteriza pela sua precisão, potência, irregularidade da trajetória da bola, emprego estratégico e nível de dificuldade imposto ao adversário. É interessante que o atleta de voleibol domine mais de um tipo de saque (MACHADO, 2006).


Os tipos de saque mais utilizado são:


• Saque por baixo – É um tipo de saque que atualmente só é utilizado por crianças no início da aprendizagem, praticantes com pouca habilidade ou que não tem condições físicas de realizar um saque mais potente. Possui um índice de precisão satisfatório, sendo essa sua principal virtude. Deve ser incentivado o seu uso em treinamento de iniciantes, pois a sua baixa potência permite a continuidade do jogo por mais vezes (ROCHA, 2004). 


• Saque por cima (tipo tênis) – Em virtude da velocidade do braço e do ângulo de contato com a bola, o saque por cima é bem mais potente do que o por baixo. Exige um maior controle motor do executante. É o tipo de saque mais utilizado por praticantes de nível intermediário, além de ser utilizado no alto nível. É um saque mais agressivo do que o por baixo, porém mais conservador do que os tipos que veremos adiante (ROCHA, 2005).

• Saque flutuante com salto: É uma evolução do saque por cima. O aluno deve manter os procedimentos técnicos do saque anterior e acrescentar um salto antes de sua execução, devendo buscar o contato com a bola no ponto de máximo alcance possível. O golpe na bola deve ser com a palma da mão rígida, buscando imprimir uma trajetória irregular e sem giros no seu percurso (BIZZOCHI, 2004).

• Saque viagem ao fundo do mar: É o saque mais forte que se conhece. Consequentemente é o mais utilizado no alto nível atualmente. Para a sua execução o atleta deve lançar a bola para o alto e fazer um gesto semelhante ao da cortada, golpeando a bola no ponto mais alto e imprimindo uma rotação da bola de cima para baixo, através de uma violenta flexão do punho (RIBEIRO, 2004).

Os jogadores iniciantes devem se preocupar prioritariamente em acertar a técnica para a execução do saque. Na medida em que o nível técnico vai aumentando e o aluno tem um maior controle sobre o saque, deve ser incentivado que o aluno busque alvos específicos, direcionando o saque para estes (MACHADO, 2006).

Recepção
Como visto anteriormente, a construção de uma jogada é realizada, normalmente, através dos três toques que a equipe tem direito. Quando a bola é originária de um saque do adversário, a ação de jogo é denominada recepção (RIBEIRO, 2004). 

Portanto, a recepção atua diretamente contra o saque do adversário. É um fundamento que tem importância essencial na finalização da jogada ofensiva da equipe. Quanto mais precisa for, maior possibilidade de êxito terá levantamento e, consequentemente, o ataque. 

É realizada normalmente através do toque ou da manchete. Sua ineficácia pode proporcionar um ponto direto para o adversário ou uma maior possibilidade disto acontecer. É importante em situações de jogo delimitar a área de responsabilidade de cada aluno, dividindo as responsabilidades (MACHADO, 2006). 

O estado de prontidão, que permite ao atleta reagir o mais rapidamente possível quando da detecção de uma ação do oponente e a capacidade de antecipação são pré-requisitos fundamentais para a obtenção de uma recepção de qualidade.

Levantamento

É a ação preparatória para a finalização da jogada ofensiva da equipe, sendo normalmente o segundo toque dos três que a equipe tem direito. É uma habilidade que requer extrema precisão, sendo considerada uma habilidade motora fina. Assim, o toque é o recurso que mais é utilizado para a sua realização (BOJIKIAN, 2003).

Com a evolução do voleibol, o levantamento deixou de ser apenas a ação de erguer a bola para o alto para ter um aspecto tático/estratégico vital para a finalização das jogadas.

O levantamento é um fundamento primordial para o sucesso da jogada ofensiva da equipe. O atleta que desempenha esta função deve ter uma visão apurada do jogo, conseguindo ter uma boa leitura das características de seus adversários, para explorar suas possíveis falhas, além de perceber as virtudes e o momento psicológico de seus atacantes. Por tantas atribuições complexas, o levantador é considerado a alma da equipe (RIBEIRO, 2004).

Diversas formas de toque podem ser efetuadas para sua realização. O mais fácil e comum é o toque para frente. Porém, levantadores habilidosos utilizam-se dos toques laterais, para trás e em suspensão (toque com salto) para a sua realização. Em casos de recepção inadequada, recursos como à manchete e o levantamento com apenas uma das mãos devem ser utilizados (RIBEIRO, 2004). 

O levantador pode optar pela execução do levantamento obedecendo a diferentes empregos estratégicos no contexto do jogo, condicionados a sua habilidade e a dos seus atacantes. Sendo assim, temos as alternativas de ataque denominadas de ataque de ponta, com bolas altas ou rápidas; ataque de meio (rápidas); jogadas combinadas; ataques de fundo da quadra; entre outras. 

Ataque

É o fundamento do jogo que desperta o maior interesse na maioria dos praticantes. Constitui-se de uma combinação de movimentos que culmina com um golpe na bola no ponto mais alto possível, que na maioria das vezes encerra um rally. 

O ataque é um fundamento que normalmente motiva o aprendiz e é praticado espontaneamente pelos alunos nos momentos de intervalo de treinamento e mesmo nos momentos em que não está treinando. Atualmente temos ciência de um grande número de brincadeiras que envolvem o ataque. Tal situação favorece o aparecimento de alguns erros técnicos (BIZZOCHI, 2004).

É uma habilidade motora de execução bastante complexa. Sua preparação para a realização varia em consequência da recepção e da trajetória do levantamento. Um bom atacante deve dominar golpes variados para sua execução, já que o tempo que ele tem para decidir no momento da jogada é pequeno (MACHADO, 2006).

O alcance do jogador no momento de golpear a bola e o entendimento da dinâmica do jogo e das várias situações a ela inerentes são outros importantes requisitos, que podem ajudar na formação de um atacante de qualidade. 

De acordo com as regras atuais do jogo (sistema de pontos por rally), o ataque assumiu um papel ainda mais importante para o resultado final da partida.

Bloqueio

É o fundamento que busca interceptar ou diminuir a velocidade do ataque do adversário próximo a rede. Tem como particularidade o fato de poder ter um caráter tanto ofensivo quanto defensivo, de acordo com seu emprego estratégico no jogo.

O bloqueio é um fundamento considerado de fácil aprendizado, porém de difícil aplicabilidade no jogo. Este fato é decorrente dos poucos elementos inerentes à dinâmica da sua execução, que contrasta com o reduzido tempo para o sucesso de sua ação, ou seja, conseguir parar o ataque adversário (BIZZOCHI, 2004).

A dificuldade da sua aplicação em situações concretas de jogo está relacionada ao seu confronto direto contra o ataque. Como a bola está de posse de seu adversário, este é quem decide qual a natureza do ataque a ser realizado, com o bloqueador só tomando ciência após a efetivação do levantamento. Sendo assim, toda movimentação necessária para sua realização tem que ser feita em um tempo mínimo. 

Talvez seja o fundamento que maior desgaste ocasiona em seu treinamento e, ao contrário do ataque, não é dos mais estimulantes para o aluno, provavelmente pelos poucos sucessos conseguidos em sua execução (RIBEIRO, 2004). 

Defesa

É a ação que visa impedir o ataque adversário, quando este passa pelo bloqueio. É o fundamento que mais recursos são utilizados para a sua execução, com o próprio corpo servindo como uma espécie de escudo para defender a bola. A coragem é um pré-requisito indispensável para a formação de um bom defensor (BIZZOCHI, 2004).

A importância da defesa na dinâmica do jogo pode ser entendida a partir da constatação que cada vez que se executa uma defesa com sucesso, o adversário deixa de pontuar e a equipe que defendeu tem condições de executar um contra-ataque, passando a ter uma maior possibilidade de vencer o rally em disputa (RIBEIRO, 2004).

O ângulo descrito pelo ataque e a velocidade do mesmo são fatores que contribuem para a dificuldade em obter sucesso nas ações defensivas. O jogador de defesa deve atuar em conjunto com seu colega de bloqueio, procurando minimizar os espaços vulneráveis na quadra, já que o tempo não é suficiente para realização de deslocamentos.

O entendimento do jogo faz com que o jogador tenha uma melhor leitura das ações do seu oponente, podendo se antecipar à ação deste, diminuindo sua desvantagem. Aspectos importantes a serem analisados pelo defensor são a velocidade da bola, a proximidade da bola com a rede, as características individuais dos atacantes, entre outras (BOJIKIAN, 2003)

Fonte: PORTAL EDUCAÇÃO