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sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

BASQUETEBOL SISTEMAS DE DEFESA

BASQUETEBOL
Sistemas de defesa no basquetebol
    O ato de defender envolve alguns princípios fundamentais, como primeiro marcar, antecipando-se aos gestos técnicos dos adversários; cumprir com sua missão específica na marcação; ajudar na marcação de outros jogadores; e deslocar-se em função da movimentação dos adversários e da bola.
    A defesa inicia-se, imediatamente, quando a equipe ofensora perde a posse de bola, o que resulta na transição defensiva, podendo ser subdividida em - defesa temporária - através do prolongamento da transição defensiva, tendo o defensor que retornar à sua quadra em linha reta e o mais rápido possível, na intenção de não predispor vulnerabilidade a sua equipe; a - defesa organizada - que consiste no período em que os jogadores ocupam suas posições específicas no campo defensivo; e, a - defesa em sistema - que se dá logo após a ocupação destas posições específicas de defesa, resultando na realização das ações táticas, na intenção de impedir ou dificultar as movimentações e as finalizações (REIS, 2005).
    No Basquetebol, existem dois tipos básicos de defesa: um, que se baseia na marcação por zona ou por regiões da quadra, onde o jogador responsabiliza-se por uma determinada área do campo de jogo, e, outro que se fundamenta na marcação, específica, de um determinado jogador, denominada de marcação individual. Cada equipe deve preferir uma das duas marcações, dependendo das características da equipe adversária, das suas próprias particularidades e/ou a situação específica de um jogo/competição.
A marcação por zona
    Historicamente a marcação por zona foi criada no ano de 1910, nos Estados Unidos, tendo como principais objetivos dificultar as infiltrações e os rebotes dos oponentes; facilitar os rebotes defensivos; viabilizar os contra-ataques e a volta à defesa; a diminuição do número de faltas e o aproveitamento de jogadores menos rápidos, tendo como principal eficiência o enfrentamento de equipes deficientes nos arremessos de curta e média distâncias, com maus passadores e eficientes nas infiltrações (REIS, 2005). Em contrapartida, exige melhor treinamento de conjunto e comunicação entre os defensores,
    Alguns tipos de marcação por zona podem ser ilustrados, a exemplo da 2x1x2; utilizada quando a equipe ofensora possui jogadores habilidosos no confronto individual, mas que apresenta deficiências nos arremessos de média e longa distâncias. Características, basilares, que devem ser consideradas sempre que se opta em marcar por zona.
    Portanto, com a configuração deste tipo de marcação, congestiona-se o garrafão, dificultando as infiltrações, obrigando a equipe adversária a recuar o seu ataque, afastando-se da área restritiva, e a tentar os arremessos de média e longa distâncias dos quais ela tem maiores dificuldades.
    A característica particular desta é que ela é a considerada a “matriz” de todas as outras, onde a partir dela há outras possibilidades de variações. Ilustrando-a, forma-se um desenho no formato do número 5 (cinco) de um dado, conforme a figura a seguir:




    Entre as variações, cita-se a marcação por zona 3x2, utilizada quando a equipe defensiva é “eficiente nos rebotes”, com bons e altos pivôs.
    Assim, por subentender-se uma grande possibilidade do adversário ser induzido aos arremessos, e, por consequência ao erro, forma-se uma linha de três defensores na parte superior do garrafão, e outra de dois mais próximos à cesta, auxiliando que a equipe defensiva evada, rapidamente, para o “contra-ataque”, logo após a conquista do rebote defensivo. Conforme modelo a seguir:



    Outro tipo é a zona 2x3, preferida quando a equipe defensiva não possui um rebote tão eficiente como no exemplo anterior, fazendo-se necessário, portanto, a formação inversa a 3x2, através de uma linha de três reboteadores posicionados logo abaixo da cesta, na intenção de garantir o rebote defensivo, e uma segunda linha de dois defensores na região superior do garrafão, impedindo as infiltrações e os arremessos daquela região, bem como viabilizando os contra-ataques, caso a equipe recupere a bola através do rebote defensivo. Conforme modelo a seguir:


    Um terceiro tipo é a 1x3x1, que deve ser eleita quando se enfrenta uma equipe que atua com dois pivôs (número 5), altos e bons tecnicamente, e que realizam triangulações eficazes, bem como com bons arremessadores de média distância e das laterais do garrafão.
    Para tanto, monta-se uma linha de três marcadores no centro do garrafão e outros dois jogadores isolados; um deles, logo na cabeça e o outro próximo ao aro, com o primeiro intencionando evitar a penetração do armador adversário por esta região, e o segundo, ainda com a finalidade de continuar garantindo o rebote defensivo.
    É justamente esta linha de três marcadores no centro do garrafão que dificultará a referida atuação dos pivôs adversários, que triangulam e trocam de posicionamento constantemente, como também os dois marcadores externos da mesma linha de três, por ficarem alocados fora da área restritiva, possibilitam a marcação dos jogadores que arremessam daquela região. Como exemplo, forma-se um desenho em formato do sinal de + (mais), conforme ilustra a figura a seguir:



    Na Marcação por Zona Box-one, tem-se o primeiro tipo que mescla as duas defesas -individual e zona- e, assim, quatro jogadores se organizam dentro do garrafão, cada qual responsável por sua região, em forma de uma "caixa" (box), ou de um quadrado (□), ainda na intenção de evitar as infiltrações e viabilizar os arremessos de fora.
    No entanto, como particularidade, esta é eleita sempre que na equipe adversária existe um jogador diferenciado, que possui habilidades especiais, com possibilidades de desequilibrar uma partida. Portanto, um jogador que necessita de uma atenção defensiva especial.
    O termo - one - refere-se a o “único” jogador designado a realizar a marcação individual deste jogador diferenciado, estando ele com a bola ou não. Vide ilustração a seguir:



Esta marcação também possui outras variações, no que diz respeito à organização dos defensores no entorno do garrafão, que podem ser formadas de acordo com as características dos adversários, e são elas:
    A zona Box-one com a formação em Losango, quando a figura formada pelos marcadores faz alusão a um losango (◊) ao invés de um quadrado (□), e o quinto jogador também marca individualmente. A diferença consiste em alocar um jogador em baixo da cesta para garantir o rebote, bem como outro defensor para anular um armador que pode fazer arremessos ou infiltrações da “cabeça” do garrafão.


    Outra variação da Box é a Zona Triangle, onde se tem a opção da primeira variante através da formação de um triângulo tradicional (Δ) na marcação da área restritiva. Utilizada quando mais de um jogador, ofensivo, requer atenções especiais, e, portanto, dois bons defensores são incumbidos de marcá-los, conforme a ilustrações a seguir:


    E, a formação de um triângulo invertido (), formando uma linha de dois jogadores, logo na parte superior do garrafão, e outro sozinho, logo abaixo o aro.


Noutra Marcação por Zona, agora conhecida como “Rest-one”, apresentam-se mais uma variação da Box, mas, às avessas, pois, na equipe adversária, ao invés de um jogador diferenciado, têm-se um jogador fraco tecnicamente, que pode ser relativamente preterido no momento da marcação.
    Assim, apenas um jogador defensivo recebe a designação de permanecer na formação em zona, ficando responsável pelo núcleo do garrafão defensivo, deixando esse jogador relativamente livre, desde que fora da área restritiva, oferecendo-lhe marcação somente caso o mesmo faça alusão em penetrar o garrafão. Caso contrário, flutua-se, ajudando na marcação de outros jogadores que estão sendo marcados individualmente pelos outros quatro defensores e, preconiza-se que este defensor tente pegar o rebote, logo após o erro de finalização do ataque.
    Rest-one faz alusão ao jogador que “sobra”, que resta, que não precisa de marcação especial. Obviamente que se trata de uma situação difícil de ser encontrada em alto nível, mas, muito comum em categorias de base.




A marcação individual
    Neste tipo de marcação, que originalmente surgiu com o próprio Basquetebol, é, geralmente, bastante eficiente, mas, leva a um número maior de faltas, em face ao maior contato físico dos marcadores com os atacantes; razão pela qual exige equipes com um bom banco de reservas (REIS, 2005).
    Sua principal característica e a marcação, específica, de cada oponente, sendo nesta de fundamental importância equivaler habilidades técnicas, funções táticas, competências físicas e etc., no momento de eleger marcadores e jogadores a serem marcados. E, apresenta algumas possibilidades de variações:
    Primeiro, as marcações que são realizadas nos jogadores - em posse da bola - onde a primeira possibilidade que se apresenta é a do tipo simples, e consiste no processo onde o marcador posiciona-se fechando a linha “entre a bola e a cesta”, seguindo o atacante na movimentação, sem perder a visão da bola e dos demais jogadores de ataque. Como vantagens, neutralizam-se os arremessos de longa e média distâncias e dificultam-se os passes. A desvantagem esta nas possibilidades de deixar a defesa vulnerável às infiltrações, oriunda dos “cortes” individuais que a marcação pode sofrer. Conforme ilustra a “linha vermelha” da figura a seguir.
    Outro tipo é a - defesa individual com troca - utilizada principalmente quando o atacante, em posse de bola, recebe um corta-luz, e a defesa realiza a troca dos marcadores. Como vantagens, evita, com maior ênfase, as infiltrações e também diminui o desgaste físico dos defensores. Como desvantagens, a defesa pode sofrer o denominado “Pick and roll”, onde o jogador que executa o bloqueio gira em direção a cesta e fica livre para receber um passe e finalizar.
    Outra desvantagem consiste no fato das trocas poderem acontecer, sem que haja uma equivalência física, técnica ou tática dos marcadores, em relação aos atacantes, colocando um defensor em alguma dificuldade.
    Na - defesa individual com antecipação - tem-se uma variante mais agressiva, que visa recuperar a bola, antecipando-se ao passe do adversário. O jogador deve usar de sua visão periférica para avançar no momento correto e interceptar o passeComo vantagens, é uma defesa que tende a recuperar um percentual maior de bolas, anulando o ataque adversário e facilitando os contra-ataques, mas, como desvantagens, pode sofrer os chamados “Back-doors”. Jogada que ocorre no momento em que o jogador defensor tenta antecipar o passe e o adversário corre em direção à cesta, passando pelas suas costas, recebendo e finalizando.
    A marcação individual no jogador “sem a posse da bola”, ocorre quando o jogador posiciona-se fechando a linha entre a bola, que está nas mãos de outro jogador, e o jogador que lhe foi designado a marcar, fechando a linha do passe, portanto (REIS, 2005). Conforme ilustra a “linha azul”, na figura abaixo.
    Caso o seu oponente esteja alocado numa posição com poucas possibilidades de passe, realiza-se a denominada defesa em “flutuação”, que consiste na ajuda que se faz na marcação de outro companheiro.
    Como vantagens, facilita a ajuda no momento das infiltrações adversárias e posiciona os jogadores mais próximos a cesta para um possível rebote; e, como desvantagens, facilita a troca de passes da equipe adversária e as viradas de bola para lados opostos da quadra, onde há o desequilíbrio defensivo, vulnerabilizando a defesa, caso não haja atenção de todos.


    Por fim, ainda existe a denominada - marcação individual pressão - que pode ser executada em todo quadra, ou apenas na sua metade. O objetivo é induzir os atacantes ao erro, pressionando-os, e, compelindo-os a precipitarem o passe, errarem um drible, perderem a posse de bola, esgotarem o tempo de posse de bola (no campo defensivo ou ofensivo) ou terem que realizar uma tentativa de arremesso de forma precipitada ou emergencial. O ponto negativo é o fato dos marcadores exporem-se às possibilidades de serem ultrapassado e/ou de realizarem faltas desnecessárias, em face do contato físico excessivo e intrínseco desta variação de marcação.


sexta-feira, 3 de novembro de 2017

ARTES MARCIAS E LUTAS 3.BIMESTRE 2022






ARTES MARCIAIS E LUTAS - BREVES CONCEITOS


 INTRODUÇÃO

   As lutas e as artes marciais apresentam, em suas origens, características atribuídas à sobrevivência, ao exercício físico, ao treinamento militar, à defesa e ao ataque pessoal, além das implicações das tradições culturais, religiosas e filosóficas.

Pré-História

 Os homens, nessa época, utilizavam a luta para brigar pela sua sobrevivência. A luta para eles era o meio mais natural e primitivo de ataque e defesa, sua finalidade era submeter, humilhar e até mesmo eliminar os seus adversários ou animais que representassem perigo.

 Em 776 AC, data mais aceita para início dos Jogos Olímpicos na antiga Grécia, já se tem notícia de que as lutas faziam parte dessa competição, eram o boxe, wrestling e pancrácio, que floresceram nessa época.

 No ano de 264 AC, nos circos de Roma, aconteciam as lutas dos gladiadores, escravos que lutavam até a morte, para entreter o público.


    Com o surgimento de outras necessidades e o desenvolvimento de novas técnicas, o ser humano atribuiu outro significado às lutas, e hoje assistimos a um processo de esportivização das mesmas. 

   As lutas orientais são originárias de países como Índia, China, Japão e Coréia. Em sua formação, tinham um caráter voltado tanto para a defesa da nação, quanto para a do próprio praticante. Com o passar dos anos, principalmente após o contato dessas lutas com o Ocidente, surgiram alguns mestres que perceberam nelas potenciais possibilidades educativas, como autodomínio, superação de limites, aumento de concentração, exercício físico e atividades de lazer, situações que vão muito além dos preceitos formados em sua origem.

A luta nas aulas de educação física tem uma abordagem de Combate corporal intencional com ações regulamentadas entre os oponentes.


    Alguns aspectos  podem ser utilizados para diferenciar luta e artes marciais. As artes marciais são práticas corporais de ataque e defesa, podendo ser também caracterizadas como lutas. A principal diferença entre as duas é que os praticantes de artes marciais, principalmente as de origem oriental, consideram que os conteúdos da cultura de origem da atividade teriam uma orientação filosófica que determinaria a sua diferença com as lutas.

    Atualmente, percebemos que em boa parte dos filmes a que assistimos sobre lutas de origem oriental é preservada a imagem do mestre, o qual, por sua vez, possui uma postura de educador, e ensina aos seus “discípulos” vários preceitos que vão além da própria prática da luta, ou seja, lições que serviriam para a vida.



CENAS DOS FILMES KARATÊ KID (A CIMA VERSÃO DE 1984 E A BAIXO VERSÃO DE 2010) QUE VALORIZAM A RELAÇÃO MESTRE E DISCÍPULO


    A expansão do caratê e de outras lutas é percebida em desenhos animados, brinquedos, jogos de cartas, torneios de combate,  jogos de vídeo game e tabuleiros e nos mangás, histórias em quadrinhos conhecidas pelo público adolescente que aprecia o gênero.




   Nesse sentido, as artes marciais possuem um caráter introspectivo que pode ser muito benéfico à educação. As metas sempre dizem respeito aos limites, às possibilidades e peculiaridades de cada indivíduo em ação. Apesar de aparentemente o foco estar no oponente, o objetivo dessa prática é olhar e transformar a si mesmo, independentemente do outro. Para o praticante, é como se o “inimigo” fosse ele mesmo, com seus limites, medos, defeitos e fraquezas.

    A evolução desse “eu” depende do treinamento contínuo, da ação ininterrupta de lapidar a integralidade do ser.




AS LUTAS COMO COMPONENTE DA CULTURA DO MOVIMENTO HUMANO

    A seleção das lutas como conhecimento a ser ensinado e discutido na escola ainda é recente, e muitas discussões surgem em relação à forma ideal que o assunto deve ser tratado. Mas as lutas apresentam muitas possibilidades para o seu desenvolvimento na escola, mediante uma abordagem intencional, de caráter pedagógico, já que esse é um dos espaços onde os alunos experimentam, vivenciam, criticam, compreendem e atribuem significados às suas experiências no âmbito da Cultura de Movimento.

    Esses conhecimentos variam, mas existem conceitos que são iguais em todas elas, como os conceitos de esquiva, ataque, defesa, rounds, entre outros.

    Cada luta possui uma época e um local onde se originou, bem como uma evolução histórica própria. No entanto, o desenvolvimento de algumas modalidades cruza no tempo e espaço com outras. Em algumas a origem é difícil de ser definida.

    Os termos ARTES MARCIAIS e LUTAS fazem parte da cultura do movimento humano. Podemos reconhecê-los tanto nas culturas milenares, quanto nos movimentos de proteção e defesa encontrados desde a pré-história.

    O substantivo luta, do latim lucta, significa “combate, com ou sem armas, entre pessoas ou grupos; disputa”.

    A expressão artes marciais é uma composição do latim arte, (“conjunto de preceitos ou regras para bem dizer ou fazer qualquer coisa”), e martiale (“referente à guerra; bélico”, “relativo a militares ou a guerreiros”).

     Portanto é importante distinguir estes dois termos, de significado e emprego muito próximos, mas que nem sempre devem ser usados para a mesma finalidade.


ARTES MARCIAIS

     O termo “artes marciais” antigamente era utilizado para referir-se às artes de guerra e as luta de origem militar. Entende-se como sistema de combate o conjunto de regras, regulamentos e preceitos filosóficos. 

    Podiam definir as técnicas de combate de origem milenar utilizadas para ataque e defesa. Eram usada também para definir as lutas de origem oriental.

    Arte marcial é um termo mais abrangente, utilizado para definir um conjunto de conhecimentos com finalidade de combate entre guerreiros ou militares. É uma forma de lutar que foi aprimorada visando melhor desempenho contra um adversário.

    As artes marciais não compreendem somente um apanhado de técnicas (golpes com as mãos, pés, etc), mas também um conjunto de filosofias e tradições de combate.

    Outra característica é que as artes marciais foram praticadas de forma restrita entre familiares ou ensinada para poucos discípulos.

    Nas artes marciais orientais são comuns preceitos filosóficos dando sentido aos movimentos técnicos e a conduta dos lutadores:

    No “TAEKWONDO”, são utilizados alguns conceitos norteadores para a arte marcial: cortesia, integridade, perseverança e autocontrole e espírito indomável. "Tae", refere-se ao "pé" ;  "Kwon", refere-se a "mão" ; "Do", refere-se a "arte" ou ao "caminho".  Por tanto, coletiva e literalmente, "Taekwon-Do" significa "O caminho do pé e da mão". 



    No AIKIDO, o princípio é o de lutar sem lutar. A técnica do Aikido engloba torções e imobilização do oponente através dos membros superiores, e movimentos de lançamento. Ai = Harmonia;  Ki = Energia;  Do Caminho.




    No JUDÔ, usa-se a força do oponente contra ele mesmo. "JU" = gentil, suave; "DO" =  caminho, princípio"JUDÔ" -quer dizer, portanto, princípio ou caminho da suavidade.




   



O KARATÊ é uma arte onde uma pessoa aprende a utilizar as suas mãos ou outros membros do corpo (pés, joelhos, …) para se defender. TE significa em japonês Mão; KARA significa em japonês Vazio.Deste modo KARATE = KARA + TE significa então “Mão vazia”.




    O MUAY THAI, é uma luta originária da Tailândia, também conhecido como boxe tailândes. Arte marcial tailandesa com mais de 2000 anos de existência usada como forma de defesa nas guerras. MU marcial; AY arte; THAI referente ao povo tailândes. Na Tailândia também é chamada de "LUTA DA LIBERDADE", pois era com ela que o povo tailandês se defendia dos inimigos que tentavam ocupar o seu territória.

 É conhecida mundialmente como a Arte das Oito Armas, pois se caracteriza pelo uso combinado dos dois punhos + dois cotovelos + dois joelhos + duas 'canelas e pés‘.  Basicamente seriam os movimentos do boxe acrescidos de joelhadas, cotoveladas e caneladas. 




  
 ESGRIMA (do antigo provençal escrima do vocábulo germânico skirmjan, significa "proteger") é um desporto que evoluiu da antiga forma de combate, em que o objetivo é tocar o adversário com uma lâmina ao mesmo tempo que se evita ser tocado por ele. ESGRIMA é considerada uma arte marcial de origem militar com utilização de arma, que poder ser o florete, a espada e o sabre.






    Relatos da prática da esgrima remontam o século XVI. Há relatos desta época, em manuscritos europeus, que mostram a prática deste esporte. Na França, no período do absolutismo (séculos XVII e XVIII), havia competições de lutas com a utilização de sabres e espadas. No ano de 1896, nos Jogos Olímpicos de Atenas, a esgrima fez parte do quadro de modalidades esportivas. A prática da esgrima chegou ao Brasil durante o período Imperial. Já no começo do século XX, militares do Rio de Janeiro adotavam a prática da esgrima durante os treinamentos.

Benefícios da prática de esgrima- Aumento da força, equilíbrio e habilidades corporais;

- Melhoria da resistência muscular;

- Melhorias na agilidade de pensamento, raciocínio e tomada de decisões;

- Desenvolvimento da coordenação motora;

- Desenvolvimento do poder de concentração.

 Confederações e Federações

 

- A FIE (Federação Internacional de Esgrima) realiza competições e eventos em nível internacional. No Brasil, a CBE (Confederação Brasileira de Esgrima) organiza os campeonatos nacionais.


     



KRAV MAGÁ (em hebraico: קרב מגע, significa "combate próximo/de contato") é um sistema de combate corpo a corpo, desenvolvido em Israel, que envolve técnicas de luta, agarramento e golpeamento. O KRAV MAGÁ é um sistema de combate, utilizado basicamente para defesa pessoal.




   

 Na CAPOEIRA utiliza-se movimentos de tem um número relativamente pequeno de golpes que podem, no entanto, atingir uma harmoniosa complexidade através de suas variações. O contexto da capoeira ainda é uma discussão entre autores tentando contextualizá-la como Luta, Dança e Jogo, por vários conceitos inseridos como religião, cultura e arte do movimento.




   

 Ao chegarem no ocidente, as lutas orientais perderam a conotação filosófica fundamentada em crenças e religiões que preparavam o praticante fisicamente e espiritualmente, sendo enfatizados os aspectos competitivos e o de defesa pessoal.

    Hoje em dia o termo é utilizado generalizadamente tanto para todos os sistemas de combate de origem oriental como ocidental, com ou sem o uso de armas tradicionais, visando diferentes finalidades como desporto, lazer, participação de um grupo social, defesa pessoal, disciplina da mente, condicionamento físico.


LUTAS

    As lutas foram adaptadas para serem desenvolvidas na forma de competições sendo viabilizadas para serem praticadas por pessoas alheias aos preceitos filosóficos e aos significados culturais relacionados. A maioria das modalidades dos esportes de luta que conhecemos hoje estão elevadas a um estado esportivo que descaracteriza o próprio conceito de arte marcial.

    Entende-se que “luta” é um termo que pode ser empregado de forma geral a todo combate entre dois ou mais indivíduos, dotados estes de treinamento especial para luta ou não.

   É provável que a luta tenha surgido nos primórdios da civilização humana, junto com a necessidade do homem de defender-se de inimigos ou animais, ou ainda, de atacar ou caçar com mais eficácia.

História

 O judô é uma arte marcial esportiva. Foi criado no Japão, em 1882, pelo professor de Educação Física Jigoro Kano. Ao criar esta arte marcial, Kano tinha como objetivo criar uma técnica de defesa pessoal, além de desenvolver o físico, espírito e mente. Esta arte marcial chegou ao Brasil no ano de 1922, em pleno período da imigração japonesa. O judô teve uma grande aceitação no Japão, espalhando, posteriormente, para o mundo todo, pois possui a vantagem de unir técnicas do jiu-jitsu (arte marcial japonesa) com outras artes marciais orientais.

 Luta e principais regras:

 Cada luta no judô dura 4 minutos, tanto no masculino quanto no feminino. O combate pode ser encerrado antes desse tempo se algum atleta alcançar um Ippon (o golpe perfeito). Caso a luta termine empatada, há a disputa do Golden Score, em que o judoca que marcar a primeira pontuação será o vencedor.

Desde janeiro de 2018, as pontuações do judô estão restritas ao Waza-ari e ao Ippon.

Assim como já havia acontecido com o Koka, o Yuko foi extinto. Dessa forma, golpes e imobilizações de 10 segundos que eram creditadas como Yuko passaram a valer como Waza-ari.

Ippon: 

 O “nocaute’ do judô, o Ippon é o golpe perfeito e determina o fim da luta. Acontece quando na projeção, com queda, o oponente cai com as costas por completo no tatame.

Wazari:

            Segunda maior pontuação do judô, o Waza-ari acontece quando o oponente cai de lado ou com metade das costas ou ainda quando é imobilizado por pelo menos 10 segundos.

 Dois Waza-aris equivalem a um Ippon.

 Punições do Judô

Shido

Shidos são infrações leves de regras são penalizadas com shido. Aplicado em casos de falta de combatividade ou atitude antidesportiva, ele é tratado como um aviso.

Caso um judoca acumule três shidos, ele perderá a luta.

            De acordo com as novas regras do judô, aplicadas desde janeiro de 2018, uma luta não pode ser desempatada por shidos. Caso haja o empate ao fim dos 4 minutos de combate, será disputado o Golden Score.

Assim como nos 4 minutos regulamentares de combate, o Golden Score somente é encerrado por punições se um judoca acumular três shidos, o que configura um Hansoku-Make

 Hansoku-Make

Uma violação de regras séria resulta em um hansoku-make, o que configura a desqualificação do competidor penalizado.

Hansoku-make também é dado pela acumulação de três shidos.

Proibições

No judô não são permitidos golpes no rosto ou que possam provocar lesões no pescoço ou vértebras. São proibidos também os golpes no rosto do adversário. Quando estes golpes são praticados, o lutador é penalizado e, em caso de reincidência, pode ser desclassificado.

 

Federações e Confederações:



 

- As competições internacionais de judô são organizadas pela IJF (International Judo Federation) “Federação Internacional de Judô”.

- No Brasil, a CBJ (Confederação Brasileira de Judô) organiza os campeonatos nacionais.

 


REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS


FONTES: 


http://www.efdeportes.com/efd130/lutas-como-conteudo-das-aulas-de-educacao-fisica.htm 

https://www.esportelandia.com.br/artes-marciais/regras-do-judo/ acessado 21.07.2022